Assim não é, embora pareça.
No íntimo de uma profissional competente, cercada de funcionários que a consideram uma “bruxa”, por sua rigidez e falta de gentilezas, há uma mulher essencialmente constituída de emoções, negativas e positivas.
Margaret (Sandra Bullock), canadense, intimou o seu secretário a se casar com ela para obter o visto americano, pois, sem esse perderia o cargo executivo na Editora Ruick & Hunt e teria que voltar para seu país. O subordinado, Andrew (Ryan Reynolds), aceita com uma contrapartida, ele também quer publicar seus escritos.
Enquanto o rapaz pensa que sabe “tudo” sobre ela, esta sabe nada dele. Vão ter que se conhecer para responder às perguntas do Departamento de Imigração. Orfã, vivendo só, parece que a chefe vê no secretário apenas alguém que quer ser promovido, um “ninguém”. A hostilidade de um para o outro fica evidente em um jogo sem regras, não há cavalheirismo e a mulher se sujeita ao desconforto da situação.
A viagem que fazem juntos para o Alaska, com intuito de conhecer a família do futuro cônjuge, não apenas a surpreende pelo status familiar do rapaz, mas, o breve tempo de convivência, faz Margaret começar a ver Andrew de outra forma e, na mesma ocasião, toma atitudes baseadas no que começa a perceber de si.
Sem destaques entre planos, ângulos etc, coisas do “grande cinema”… As cenas que distingo são as do versátil Ramone (Oscar Nuñez), o curinga criado na solidificação dada pela permanência da família na ilha. Mas, ele é apenas um brinquedo nas mãos da mulher mais idosa do clã.
Ana Muniz
(Post 1/1 do filme A Proposta, original “The Proposal”, USA, 2009, diretor Anne Fletcher e roteiro de Peter Chiarelli).
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