No filme Mamma Gógó, o personagem principal é um diretor de cinema. A obra que ele acaba de lançar dentro da ficção aborda questões dos idosos e dos velhos tempos, cujo tema não interessa aos empreendedores, conforme deixa cada vez mais evidente. O objetivo seria refletir sobre o assunto e observar o que já foi feito e o que pode ser realizado para melhorar a vida das pessoas nesse momento da vida.
Colocados alguns pontos do filme no filme, o personagem/diretor vê acontecer na “vida real” o que seu filme aborda.
Alguns acontecimentos com a mãe do rapaz levam ao diagnóstico médico de início do Mal de Alzheimer.
No decorrer da história, veremos um filho que a protege, e que passa por dificuldades financeiras pelo desprestígio do filme e ausência de novos contratos.
A angústia de mãe Gágá salta aos olhos. A vontade de reter aquilo que escapa e o distanciamento do presente está junto com a ausência de si mesma e o estado de retorno ao passado.
Em uma das cenas, com a mãe, cabisbaixa, sentada numa poltrona, o filho, em pé à sua frente, faz uma pergunta em tom desesperado: “Mãe, para onde você foi?”
Ana Muniz
. Trailer/Youtube via site da 39a. Mostra.
[Post 1/1 do filme Mamma Gogo (original Mamma Gógó), direção e roteiro Fridrik Thor Fridriksson, 2010, Islândia, Reino Unido, Noruega, Alemanha, Suécia; ficção, 90 min; cor; digital; Elenco: Kristbjörg Kjeld, Hilmir Snaer Gudnason, Gunnar Eyjólfsson].
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