“Rei Lear”, de Jean-Luc Godard (Post 3/7)

Repetição “Rei Lear”, de Jean-Luc Godard  (Post 3/7)

Um modo de estudar, um modo de fazer, um modo de olhar

Um filme com duração de 1h30min e que apresenta escrito no meio da tela “Fim” em 1h04min… Quando não é o fim do filme, não é o fim de “nada”. É um “estudo”.

As sequências do filme fluem e refluem, como as ondas do mar daquele lugar. Muitas cenas são repetidas, falas, intertítulos, sons distorcidos, há várias repetições, o que é próprio do ato de estudar, que é algo que Godard propõe: um estudo.

Podemos lembrar com isso (repetição) da função de editar. Quando se edita, a recorrência de imagens é muito comum no vai e vem de escolha delas. Na etapa de selecionar cenas (decupagem) para preparar o material para edição, que é outro processo de escolha, isso acontece também. Godard parece experimentar uma forma de fazer um filme, de fazer diferente. Mesmo que para fazer de outro modo, algumas técnicas sejam as mesmas.

(Post 3/7 do filme Rei Lear, diretor Jean-Luc Godard, 1987, EUA; roteiro Jean-Luc Godard, Norman Mailer, Herschel F. Rubin).

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