Para fazer um filme
É tema recorrente na obra de Jean-Luc Godard a rivalidade entre americanos e franceses, coisas que fazem lembrar as discussões de “quem inventou o cinema”.
Cineasta, pesquisador, teórico, em seus filmes fala sempre de cinema, do fazer cinema; e este filme é uma boa lição, complexa, porém é.
Basicamente, o que é preciso para fazer um filme?
Vamos supor que procuraríamos no filme Rei Lear de Godard elementos para fazer um:
Precisamos de uma história que nos convença. Este filme é redundante, pois trata-se de uma grande obra de William Shakespeare.
É necessário um bom roteirista (um grande escritor, como sugere o filme, detalhista, perfeccionista, como Norman Mailer (Deixando de lado as ironias da sequência – Godard não deve concordar que eu deixe de lado).
Continuando: Precisa de um diretor, alguém que entenda de imagem e que acompanhe todo o processo, até a exaustão: Prof. Plugg (Godard).
Um pesquisador (uma pessoa que tenha conhecimento e seja perseverante: O investigador Shakespeare Jr. Quinto (Peter Sellars); este foi escolhido para o trabalho e afirma que vai fazer a pesquisa até o final da “história”… Junior atua também como ‘produtor de elenco’ quando descobre os atores/personagens no hotel.
Um filme precisa de atores, atrizes, uma equipe – “que não lhe vire as costas” – e um Editor, para unir as partes separadas do filme. E outras coisas mais, além de alguém para pagar a realização.
(Post 6/7 do filme Rei Lear, diretor Jean-Luc Godard, 1987, EUA; roteiro Jean-–
Luc Godard, Norman Mailer, Herschel F. Rubin).

Obrigada por comentar!