Mad Max: Estrada da Fúria
A ficção é uma Guerra na Terra, lembrando de Guerra nas Estrelas VII /Star Wars VII. É uma visão crítica às grandes potências que só tem olhos para a cúpula e os interesses macro econômicos. Por outro lado, faz uma alusão ao heavy metal pelas parafernálias alegóricas atribuídas a este gênero musical.

Alguns tópicos para mencionar um lance do roteiro…
O governo “daquele lugar” é opressor e não é levado em conta direitos humanos. O povo vive na miséria e é o subproduto de uma terra devastada por ações das pessoas, com tudo racionado, inclusive água. A administração se ocupa mais com as articulações de guerra e formação de soldados para o combate, e para isso usa “mulheres leiteiras” e “mulheres parideiras”. Todas tiveram suas vidas familiares interceptadas, inclusive a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron). Nesse contexto, esta se rebela ao sair para buscar combustível, quando desvia da rota determinada pelo Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), o “ditador”. Tal ocorrência desenrola conflitos, guerras, entre a tentativa de seu retorno à cidade natal e a necessidade de regredir ao povoado de Joe, pois, é um único lugar com possibilidades de vida.

Uma visão catastrófica do destino da humanidade perante a ambição de alguns. O ambiente é recheado de desumanização, porém, em meio às situações violentas há um desejo quase utópico de ir além da situação, e Max (Tom Hardy) e depois um traidor dos guerrilheiros são os dois únicos homens que por contingências vão permanecer ao lado das rebeldes.
O roteiro, para reiterar o mérito da inteligência feminina, na cena em que havia uma única bala para acertar o inimigo, o ex soltado Max desiste de atirar e confia o disparo na habilidade de Furiosa, que acerta o alvo.
Ana Muniz
Fotografias: Internet/divulgação.
Mad Max: Estrada da Fúria (“Mad Max: Fury Road“), Ação, 2015, 2h. Diretor George Miller. Roteiristas George Miller, Brendan McCarthy, Nick Lathouris. Atuam Tom Hardy, Charlize Theron, Nicholas Hoult, Hugh Keays-Byrne, entre outros.
Obrigada por comentar!