El Olivo, de Iciar Bollaín

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Quando vi este galho de planta grafitado em um prédio da Avenida Angélica, em São Paulo me senti estimulada para escrever algo sobre o filme que vi um dia antes. No lugar daquele prédio, em um tempo remoto, habitou, provavelmente, algumas plantas nativas. O desenho, hoje, representa o apelo ao verde que escasseia a cada edifício levantado. Pequenas e grandes áreas verdes correm risco de serem devastadas em razão dos negócios imobiliários. O que é o ser humano sem a natureza? Observe que a pessoa mais bem sucedida escolhe o verde; aqueles empreendedores residem em áreas arborizadas, ninguém escolhe o árido para viver. Por que a incoerência? Por que, ainda hoje, destroem árvores onde habitamos? São homens prejudicando a própria espécie, destruindo como nos velhos tempos. Em nome de qual civilização?

O filme El Olivo representa a luta de quem leva a sério os sentimentos profundos do humano na relação com o seu meio. Na personificação de Alma (Anna Castilho), a determinação. Aquilo que parece não ter solução encontra vias de luta e esperança de conquista nas ações da garota. As armas do oprimido sendo nada frente às do outro podem encontrar forças além do mínimo na propagação dos interesses.
É uma ficção e não descarta o drama. A mensagem é dada: A luta nunca é em vão, ainda que o poderio se mantenha na rigidez.
Com quantas curvas se faz uma estrada?

Ana Muniz

Foto: Ana Muniz

El Olivo (El Olivo) Espanha, 2016, Drama, 1h 40m. Direção Iciar Bollaín; Roteiro Paul Laverty. Atuam Anna Castilho, Javier Gutiérrez, Pep Ambròs, Manuel Cucala e mais. Filme da 40a. Mostra.

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