Parece comum que realizações cinematográficas com grandes ou pequenos (raros) orçamentos almejam no seu percurso a estatueta hollywoodiana, devido à repercussão que isso causa, quanto à fama que reflete diretamente na venda da obra, das imagens.
Não vou dizer “apelo” porque pode soar pejorativo, mas, é grande o enfoque emocional no filme Lady Bird quanto à relação mãe e filha e também o rumo dado à vida da jovem tão imbricada no controle materno.
Se os filmes são grandes fontes que alimentam nosso espírito e pode iluminar certos caminhos, este é mais uma experiência imperdível.
Sem muito dizer para deixar rolar o interesse de cada um, penso que o enredo remete em especial aos estados traumáticos. No caso desta história, lembro do ditado “Casa de ferreiro, espeto de pau”.
Bom lembrar que educar não é fácil, e sempre é bom a ajuda de profissionais para enfrentar as dificuldades.
Dá para notar que, no fundo, o filme faz críticas à cidade de Sacramento (California), onde nasceu a roteirista e diretora Greta Gerwig.
Me chamou a atenção os cortes nervosos. Não pense que a música que conduz uma cena da mãe dirigindo é para te envolver em uma situação de encanto. Logo, a melodia será interrompida abruptamente por um bater de porta de carro.
É isso.
Ana Muniz
Lady Bird: É Hora de Voar (Lady Bird). EUA, Drama. 1h 34min. Diretora e Roteirista Greta Gerwig. Atuam: Saoirse Ronan, Laurie Metcalf, Tracy Letts, Lucas Hedges, entre outros.
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