Nestes últimos dias muitos pontos de vista têm sido lançados, em rede, após a deflagrada apresentação no MAM, em São Paulo, onde um artista não vetou a entrada de crianças em uma encenação de nudismo masculino. Em nome da arte seria isso permitido? Há uma distância entre o mundo das crianças e o mundo adulto, sabemos. As leis distribuem as normas. O que é bom para uma menina e para um menino? De qual idade? O que seria traumático para cada um viver que estaria fora do seu período de sonho e imaginação? Nesse caso, sem precipitação, é bom consultarmos especialistas…
Ora, se a arte nos incita a algo novo, o que tal performance nos indica (Além de remeter à Lygia Clark)? Antes disso, como a sociedade brasileira vê “a arte”?… Está tudo muito confuso, pois, consta que, praticamente, não há público massivo em apresentações artísticas que não sejam as essencialmente populares, em que valores interpretativos quase não são solicitados…
Bem, as crianças…
Não devem ser objeto de adulto! Nem nos cliques, nem nos selfies, e em nenhum ridículo que seja engraçadinho. Não deveriam…
Eu queria pensar no filme A Girl like her, mas não tinha muito tempo para me concentrar, e as imagens do museu não saem do meu caminho…
Crianças/adolescentes têm que ser zeladas, orientadas… O filme A Girl like her! nos faz perceber o quanto é importante conhecer minimamente o universo mental dos filhos (e cuidar dele). O que de fato ocorre na escola, se é uma criança feliz e se não é, porquê. Claro que não é fácil participar do mundo do outro, mas isso, é uma construção na relação pais e filhos.
O filme trata-se de situações de bullying, encenando situações, provavelmente, não raras, e no instiga a observar e refletir. É um alerta.
Todos devem ver (que pertença ao currículo escolar!) para colaborar a que cada um se veja e se coloque ali… Um exemplo para professores, diretores de escola e alunos. Também, pai e mãe, obviamente.
Feliz Dia das Crianças!
Ah, não mudaria o final: Como espectadora me dá um alívio… Isso me faz lembrar do filme A Última Gargalhada (F. W. Murnau, 1924), quando o roteirista dá um certo rumo ao roteiro para “alegria” do personagem…
Ana Muniz
“A Girl Like Her” (2015) 1h 31min. Drama. USA. Direção e Roteiro: Amy S. Weber. Atuam: Lexi Ainsworth, Hunter King, Jimmy Bennett e outros.
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