Cavalo Paixão pela imagem Jean-Luc fala e repete sobre a importância de uma imagem associada à emoção que ela provoca: "Se a emoção é grande, a imagem é do mesmo tamanho". Palavras e imagens; ouvir e ver. Questões de Godard. Na-da de Shakespeare. Em meio a muitas referências, a outros cineastas, a pintores, época...... Continuar Lendo →
“Rei Lear”, de Jean-Luc Godard (Post 4/7)
Contracorrente Remando É irônico pensar em Godard relacionado à narrativa clássica. Ele pertenceu ao movimento Nouvelle Vague, que era exatamente contra as regras evidentes no cinema americano, "pai" desse processo narrativo. Refiro-me ao modo de narrar seguindo a ordem de começo, meio e fim. Mesmo assim, vou retirar um exemplo deste filme. Rei Lear de Godard... Continuar Lendo →
“Rei Lear”, de Jean-Luc Godard (Post 3/7)
Repetição "Rei Lear", de Jean-Luc Godard (Post 3/7) Um modo de estudar, um modo de fazer, um modo de olhar Um filme com duração de 1h30min e que apresenta escrito no meio da tela "Fim" em 1h04min... Quando não é o fim do filme, não é o fim de "nada". É um "estudo". As sequências do... Continuar Lendo →
“Rei Lear”, de Jean-Luc Godard (Post 2/7)
Atores dois mais dois (frames do filme Rei Lear, Godard) Entre tantos, um estranhamento. Norman Mailer, que aparece escrevendo (Post 1/7), contracena com a filha Kate Mailer (sua filha de verdade). Este casal de personagens que vemos em cenas iniciais desaparecem no decorrer do filme. Não; são trocados. Há uma troca de atores dentro... Continuar Lendo →
“Rei Lear”, de Jean-Luc Godard (Post 1/7)
Ação! http://www.youtube.com/watch?v=baxkpiOUCu4 (Trecho do filme) Postar ou não postar Pela complexidade do diretor, achei que postaria apenas um breve texto sobre este filme, que não queria deixar de postar. Mas, acabei me envolvendo e fiz sete anotações. Então, serão sete postagens. Esta é a primeira delas. Quebra-cabeças Na introdução - trecho em vídeo, as... Continuar Lendo →
“Sociedade dos Poetas Mortos”, direção Peter Weir (Post 5/5)
Ninguém é perfeito Palavras, ideias e uvas passas O metódico professor de latim, no final de Sociedade dos Poetas Mortos, "tira" os alunos da sala e dá aula andando do lado de fora da escola, como o professor Keating. O cumprimento dos dois, acenando, Prof. Keating o olhando de cima, é sinal que o novo... Continuar Lendo →
“Sociedade dos Poetas Mortos”, direção Peter Weir (Post 4/5)
Tempo Todd Anderson Todd Anderson (Ethan Hawke) acerta o relógio de pulso com o relógio de cabeceira, a seguir o relógio da torre toca exatas cinco horas. Lembrando que cada pessoa tem seu tempo para as coisas... O comportamento de Todd, ao longo do filme, mostra bem essa característica. Todd tem o tempo diferente... Continuar Lendo →
“Sociedade dos Poetas Mortos”, direção Peter Weir (Post 3/5)
Sugestão balança A figura da balança impressa em papel tamanho A4, que aparece debaixo do livro Five Centures of Verse, que Keating pega dentro da cadeira individual na sala de aula após a morte do aluno Neil Perry (Robert Sean Leonard), não está ali por acaso. Nada no filme é por acaso, como sempre vou... Continuar Lendo →
“Sociedade dos Poetas Mortos”, direção Peter Weir (Post 2/5)
Metáfora Pássaros x gado A cena dos pássaros voando, segundo o roteirista em partes extras do filme, eram aves que estavam ali naquela região das gravações, próximos às locações, e que resolveram gravar, para depois verem se usariam ou não as cenas na finalização do filme. Ao fazer um filme pode ocorrer de muitas cenas... Continuar Lendo →
“Sociedade dos Poetas Mortos”, direção Peter Weir (Post 1/5)
Tradição Entre parênteses Recentemente, meu sobrinho sugeriu que eu revisse o filme Sociedade dos Poetas Mortos. Eu sempre... Continuar Lendo →
“Paris”, de Cédric Klapisch. (Post 2/2)
Mundo Breves A diversidade de Paris/Pierre mostrada ao longo do filme Paris, corresponde às breves cenas mostradas no clip-introdução nos minutos que precedem o filme. Nos primeiros três minutos está o título PARIS sobre as costas de Pierre (Romain Duris), que não está nada bem, como o Universo, assim como Paris, que existe nesse universo, de acordo... Continuar Lendo →
“Paris”, de Cédric Klapisch. (Post 1/2)
Três Trois O número três é reiterado em várias situações no filme Paris: Um sujeito faz três abordagens, "mexendo" com Elise (Juliette Binoche) que segue por uma rua. A primeira, ela ignora; a segunda, mesmo ele a tocando no braço, ela apenas o manda soltar e continua andando; a terceira, quando ele assobia para... Continuar Lendo →
“Abril Despedaçado”, de Walter Salles. (Post 3/3)
Minino Aos dez anos de idade, mais ou menos, "Minino" só ganhou nome depois que apareceu no vilarejo um casal de artistas de circo. Passou a chamar Pacu (Ravi Ramos Lacerda). Passou a existir como indivíduo, e ganhou vida através do livro infantil dado a ele pela artista da dupla circense. Pacu, sempre que pode,... Continuar Lendo →
“Abril Despedaçado”, de Walter Salles. (Post 2/3)
O olho do boi A cena do pai dando chicotadas nos animais que circulam no engenho com a canga no pescoço, e o close no olho do boi, é de fazer chorar. A olhos vistos, a violência atormenta nossos dias. Ressalto outro tipo de violência, a que é praticada contra a natureza. As queimadas nas... Continuar Lendo →
“Abril Despedaçado”, de Walter Salles. (Post 1/3)
Tic-tac toc-toc A briga entre famílias marcada por décadas e décadas, que, em princípio, era por posse de terra, sob o mesmo pretexto passou a ser por tradição, para não quebrar as regras ditadas pelos ancestrais. Assim, a violência continuou gerando violência. O filho do Sr. Breves (José Dumont), Tonho (Rodrigo Santoro), teria que vingar... Continuar Lendo →