Ninguém é perfeito
Palavras, ideias e uvas passas
O metódico professor de latim, no final de Sociedade dos Poetas Mortos, “tira” os alunos da sala e dá aula andando do lado de fora da escola, como o professor Keating. O cumprimento dos dois, acenando, Prof. Keating o olhando de cima, é sinal que o novo Prof. de Literatura Inglesa plantou sua semente naquela escola. E reafirma a frase deste professor: “Palavras e ideias podem mudar o mundo”.
À primeira vista, aos olhos do aluno Cameron, Sr. Keating pareceu ser um “chato”. Depois da primeira aula, o acharam “estranho, diferente, assustador”. Mas, isso torna positivo, por incitar curiosidades nos alunos; implícito: “Quem é esse professor?”. A partir deste questionamento, os estudantes investigam o histórico escolar de Keating. O caráter investigativo é próprio do ensino que é o que leva a muitas descobertas. Esse é um princípio da ciência…
Há o momento de olhar para fora e o de olhar para dentro. Buscar o equilíbrio entre Razão e Emoção, conforme os ensinamentos do professor Keating, sobretudo, “Seja você mesmo!” e “Viva a vida!”, enfatizando não só o respeito para consigo, mas também pelo outro. Como podemos ver através do tratamento entre professor Keating e pupilos: “Senhor”, “Senhor Keating”, “Ó, Capitão, meu Capitão”; “Gentleman”, “Obrigado pela participação”. Contrário a isso, outros professores os chamavam até de “pubescente horrorosa”.
Ninguém é perfeito. Concernente à educação, vendo ou revendo o filme, as pessoas crescidas (que me incluo) podem também refletir sobre o tipo de educação que se teve e ver o que ainda resta por superar…LEMBRO que eu já comia uvas passas, sem caroço, e eram essas de caixinha vermelha “Sun Maid Raising” que aparece na cena na caverna. E como até hoje…
Nossa, quando penso que captei suficientemente o filme, volto aqui e me deparo com mais riqueza. Parabéns!
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Que grande ideia, Ana.
Adorei a escrita sobre o filme, a educação, as uvas passas! Ficarei freguesa do novo blog.
Bravo!
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